Reserva de emergência: você tem? Sabe por onde começar?

19/03/2020

Como o próprio nome diz, reserva de emergência é aquele dinheiro que fica separado para o caso de imprevistos, como uma demissão, um problema de saúde, alguma despesa não-planejada, um conserto de carro, por exemplo. Porque como diz a sabedoria popular "a gente nunca sabe o dia de amanhã". Quem poderia prever o caos social que se instaurou no mundo com a pandemia de coronavírus, por exemplo?

O fato é que no Brasil, pouquíssimas pessoas conseguem poupar mensalmente, praticamente 7 em cada 10 brasileiros não têm qualquer reserva de dinheiro. A gente sabe que a renda média salarial é baixa e que não sobra muita coisa mesmo, mas a disciplina conta muito nisso. Os brasileiros reconhecidamente têm dificuldades para controlar os gastos e manter a disciplina de guardar algum dinheiro, mas uma reserva financeira, além de ajudar a superar um período difícil, pode livrar a gente do risco de se endividar ou até mesmo de negativar o nome.

Mas por onde começar? O primeiro passo é organizar o orçamento, fazer um raio X de todos os gastos, sem deixar passar nada, como despesas com padaria, farmácia, açougue, além das contas fixas. Depois veja o que entra e o que é possível cortar. Certamente você vai identificar aí muitos gastos que a gente acaba deixando passar despercebido, como televisão a cabo com dois ou três pontos liberados, será que precisa de tudo isso? Celular ilimitado, cartão de crédito com uma anuidade elevadíssima, mas que te dá direito a sala VIP no aeroporto, precisa? Quantas vezes você vai usar isso no ano?

Feito esse mapeamento, a próxima dica é separar um valor logo no começo do mês, recebeu, já transfere. Não espere acabar o dinheiro. O valor ideal, segundo os educadores financeiros, é pelo menos 10% da sua receita líquida. E até quanto, qual a meta? Vamos colocar que um bom montante seria um valor de seis vezes a sua renda mensal porque no caso de desemprego, por exemplo, daria um tempinho para respirar, reorganizar a vida e encontrar um novo emprego. A entrada de um dinheiro extra também é uma boa forma de começar, são exemplos disso: a restituição de Imposto de Renda e a participação nos lucros que muitas empresas oferecem.

Agora onde aplicar esse dinheiro? Poupança nem pensar, tá? Uma vez que você começou, juntou um valor mais significativo e tem conseguido manter a disciplina de guardar todo mês, pensando você que você pode precisar de uma hora pra outra, o ideal é um produto que dê liquidez diária, como os fundos DI e de renda fixa, que pagam muito melhor que a poupança, e o Tesouro Selic, totalmente seguro.

O que precisa ficar bem claro é a importância de estar preparado para os imprevistos. Além disso, a reserva financeira pode ser também o começo de um sonho maior, uma vez que se criou o hábito de guardar dinheiro e já garantiu uma reserva porque não partir para um objetivo maior, como a compra de um carro, um imóvel ou aquela viagem dos sonhos?

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Foto: Depositphotos