O que os brasileiros estão fazendo para driblar a inflação

11/03/2022
imagem mostra mulher aparentemente no supermercado olhando lista de compras enquanto segura uma cesta de produtos

A inflação no Brasil está alta e não é de hoje e o conflito entre a Rússia e a Ucrânia só aumenta o temor de que os preços subam de forma ainda mais acelerada, afinal de contas, a guerra faz com que o petróleo e outras commodities subam e levem a inflação para patamares mais altos.

Mas os brasileiros já começaram a se movimentar para lidar com esse cenário. Segundo uma pesquisa da consultoria Toluna com mil pessoas, sendo 55% mulheres e 45% homens, por conta da inflação, 65% dos entrevistados diminuíram a frequência das compras, 70% estão comprando produtos em embalagens maiores, 83% passaram a consumir marcas mais baratas e 93% estão pesquisando mais os preços antes de comprar.

O levantamento também mostrou que 49% dos entrevistados acham que a alta dos preços impacta totalmente suas vidas, 38% acham que ela impacta muito e para apenas 1%, o cenário não altera em nada suas rotinas.

Entre os itens que os brasileiros deixaram de consumir por conta da inflação estão: roupas, sapatos e assessórios para 15% do total, produtos para a pele para 10%, TV por assinatura para 19% e 29% pararam de marcar consultas médicas ou de pagar planos de saúde.

Pessimismo com o futuro
Assim como o mercado, os consumidores também estão pessimistas.

Segundo o levantamento, 29% dos entrevistados acreditam que a inflação vai subir ainda mais. Mas há quem preveja um cenário pior: 15% acham que ela vai "crescer muito" e 12% creem que ela "vai aumentar extremamente". Por outro lado, 8% dos entrevistados pensam que a inflação vai diminuir um pouco.

A pesquisa também mapeou o entendimento dos entrevistados em relação ao IPCA, principal indicador de inflação medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para 28%, ele se encontra entre 10 e 15%, já para 15% dos entrevistados o índice está em 10%, enquanto 13% acham que a inflação está na casa de 4 a 5%.

A inflação oficial brasileira iniciou 2022 com taxa de 0,54% em janeiro, o maior resultado para o mês desde 2016. Já o resultado acumulado em 12 meses atingiu a marca de 10,38%, acima dos 10,06% observados nos 12 meses anteriores.

CLIQUE AQUI e acesse a reportagem completa e original do site Valor Investe.

➡️ Siga a SHS nas redes sociais - Facebook, Instagram, LinkedIn e TikTok - e inscreva-se no nosso canal no YouTube.

Foto: Getty Images

Siga nossos canais