Coronavírus: comprar, vender ou manter as ações?

09/03/2020

O consenso entre os gestores brasileiros é de cautela em suas posições em meio ao esperado tom de nervosismo dos mercados.

Em entrevistas ao site InfoMoney, nenhum profissional disse enxergar, por ora, motivos para vendas exageradas na Bolsa, apesar das incertezas. Eles enxergam o movimento como uma correção, embalada, naturalmente, pelo crescimento de casos de coronavírus fora da China.

Há quem prefira não alterar o portfólio, enquanto outros aproveitam o contexto para realocar parte das posições, mas uma outra parcela prefere destinar parte do caixa às compras. Os movimentos, contudo, se colocam como pontuais, sem alterações estruturais nos portfólios.

Teste de paciência para o investidor
A expectativa é de que os mercados enfrentem um bom período de incertezas pela frente, o que vai demandar maior paciência dos investidores em Bolsa.

Na visão de José Tovar, da Truxt Investimentos, a queda dos mercados é fruto de uma combinação de fatores, com o mercado acionário americano em patamares de preços elevados, a confirmação da percepção de que o coronavírus não seria contido na Ásia e o fortalecimento do pré-candidato democrata à presidência americana Bernie Sanders.

Para Tovar, o movimento é algo 'normal' e um bom teste para o mercado doméstico. "Agora vamos ver se o investidor brasileiro em Bolsa tem mesmo o horizonte de longo prazo", diz.

Falando em longo prazo, grande parte dos gestores assinala que o momento demanda apenas monitoramento, sem necessidade de mudanças imediatas.

"O momento é de incerteza em função de um evento passageiro. Quem já estava bem comprado antes, não tem necessidade de fazer nada", diz Luis Amaral, da Equitas, ressaltando enxergar com naturalidade ajustes de 10% a 15% em contextos como o atual.

Também com foco no longo prazo, a Brasil Capital adota postura semelhante. "Para que nosso posicionamento sofra uma alteração absurda, as perspectivas têm que se alterar de forma muito relevante. Dado o grande foco dos nossos investimentos em empresas mais ligadas ao mercado interno, não devemos fazer nenhuma alteração no portfólio neste momento", conta André Ribeiro.

André destaca ainda como oportuna a recente divulgação da carta anual do megainvestidor Warren Buffett, reforçando o foco no longo prazo. "O momento demanda cuidado e é possível aproveitar algumas distorções quando elas surgem". Fica a dica!

CLIQUE AQUI e leia a matéria completa do site InfoMoney.

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Foto: Depositphoto