Tudo tem limite e com a Renda Variável não é diferente

02/07/2021
imagem mostra uma caneta apontando um gráfico de bolsa de valores em um tablet

Com a redução da taxa Selic a níveis históricos e a crescente disseminação da educação financeira e a importância de investir, cada vez mais brasileiros chegam à Bolsa.

Em 2020, esse número foi recorde, o aumento de CPFs cadastrados na B3, a Bolsa de Valores brasileira, chegou a 92% e somou mais de 3,2 milhões de pessoas.

Em 2021, a escalada continua: o número de inscritos já chega a 3,7 milhões. Só que nem todo mundo tem conhecimento - ou está preparado emocionalmente - para operar e, algumas vezes, acabam se dando mal pelo exagero. É como mergulhar numa piscina, é sempre melhor entrar aos poucos, molhar primeiro as mãos, os pés e o pescoço, do que mergulhar no desconhecido de uma vez.

Respeitar o perfil de cada investidor é o primeiro passo para evitar que isso aconteça, cada pessoa possui o seu, que varia de acordo com fatores como o tempo em que se pretende utilizar o dinheiro aplicado, o objetivo traçado para aquele valor, a disposição para tomar riscos e outros. Uma vez definido o perfil, o assessor de investimentos Vinícius Teixeira explica que manutenções regulares na carteira ajudam a garantir aplicações em produtos compatíveis com esses fatores e se torna imprescindível para alcançar resultados sem se expor a riscos desnecessários ou desconfortáveis.

Dentro desse balanceamento, produtos de Renda Fixa seguem valendo a pena para todos os perfis até mesmo para aqueles "ultra agressivos" e que gostam de se posicionar 100% em Renda Variável. Ter uma parte do patrimônio como caixa para oportunidades é essencial e, para isso, a Renda Fixa é a mais indicada. Outro ponto importante é que a Selic vem subindo e segue com tendência de alta, o que faz com que a Renda Fixa volte a ficar interessante.

O investidor iniciante é o que está mais propenso a exagerar, já que costuma ter menos conhecimento, inclusive dos riscos, sobre seu próprio perfil e sobre uma carteira de ações que siga uma estratégia. É quase como o iniciante em qualquer outra área da vida, o motorista iniciante, por exemplo, não erra muito mais que o mais experiente, que já se arriscou e até se deu mal? Então!

A prudência ou o frio na barriga fazem parte do dia a dia do investidor em Renda Variável e são importantes para mostrar quanto ele está disposto a tomar de risco em busca de uma performance melhor. E não tem como se preparar emocionalmente do lado de fora do jogo, o investidor só vai entender se está preparado a partir do momento que entrar no mercado, por isso a importância de ir aos poucos e avançar conforme o conhecimento dos seus limites.

A autoconfiança é outro fator a ser trabalhado, ela precisa estar conciliada de conhecimento. Aqui, novamente é possível comparar com o motorista novato, que acha que sabe tudo, que está "apavorando", sabe? Autoconfiança sem conhecimento é bastante perigoso pois quase sempre faz com que o investidor se exponha a riscos e contabilize perdas desnecessárias.

Por fim, o investidor em Renda Variável precisa seguir uma estratégia na seleção de ações que vai apostar e seja ela qual for, sempre existe um preço que o ativo passa a não ser mais interessante na carteira, seja para o lucro ou o prejuízo. "Seguir uma estratégia é imprescindível, melhora os ganhos e diminui o fator de risco", explica Vinícius.

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Foto: phongphan / Getty Images

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