Qualquer pessoa pode investir em ações: não existe valor mínimo

13/08/2019

A maneira como anda a economia do país, notícias internacionais (já que o mundo está cada dia mais globalizado) e a saúde das empresas listadas, tudo isso influencia no sobe e desce dos índices da Bolsa. No Brasil, o cenário atual é positivo e muita gente quer entrar pra ganhar, mas será que o mercado é pra qualquer um? Existe valor mínimo para investir em ações?

A resposta é não. Não existe valor mínimo para entrar na Bolsa, hoje existem ações que custam centavos, os chamados small caps, que são papéis de empresas menores, com valor de mercado menor.

Todo mundo pode investir na Bolsa, sim, a ideia de que isso é coisa pra rico já está ultrapassada, mas é importante destacar que é o investidor precisa saber operar e isto inclui estar informado sobre o mercado financeiro, entender os riscos e saber correlacionar seus objetivos com o cenário atual.

A assessora de investimentos Adriana Ricci explica que a vantagem de investir um valor baixo é justamente conhecer o mercado, esta é uma boa maneira de começar a guardar dinheiro e mais do que isso, obter rendimentos. É um ótimo estímulo para querer mais. E é testando que a pessoa vai descobrir se ela realmente tem estômago pra isso e se achar que não tem, é só partir para outro produto, o importante é começar. "O mercado hoje em dia é acessível, todo mundo pode provar e sentir a sua volatilidade", diz.

Por outro lado, quem planeja ou só pode começar com pouco só consegue comprar papéis de baixa liquidez porque eles são mais baratos. Lembrando a liquidez tem a ver com o prazo que a operação pode ser desfeita, ou seja, a ação vendida e transformada novamente em dinheiro.

Outro ponto que deve ser observado são as taxas - normalmente de corretagem, emolumentos e o IR - porque dependendo do valor que o investidor vai começar, se for muito baixo, talvez não compense. Algumas corretoras não cobram taxa, por outro lado não prestam qualquer tipo de assessoria. Neste sentido, vale a pena avaliar o nível de conhecimento do investidor, se de repente ele pode precisar de assessoria ou se manda bem sozinho.

Se animou, quer começar? Bem simples também, basta ter conta em uma corretora de investimentos, hoje em dia, muitas não cobram taxa de abertura e manutenção, melhor ainda, hein?

O próximo passo - um alerta, na verdade - é se informar, não medir o seu risco pela régua dos outros, é preciso entender e adequar o jogo. Se o investidor pretende deixar o dinheiro aplicado por um longo prazo, ele deve considerar determinados fatores, se acha que vai precisa logo, a coisa muda completamente de figura. "Investimento é algo muito individual, o que é bom pra um, não é bom para o outro, é preciso avaliar o momento que a pessoa 'entrou' no papel, o valor que comprou, com que intenção, por quanto tempo quer deixar lá paradinho etc", explica Adriana.

Agora, se você não entende nada (ou nem está muito a fim de entender), aí é que entra a figura do assessor de investimentos. Constantemente informado sobre tudo o que influencia o mercado no Brasil e no mundo, você pode delegar a esse profissional, a tarefa de entender o seu momento, seus objetivos e encontrar no universo das ações, a carteira que casa melhor com isso tudo. Investir em ações é arriscado? É! Mas sabendo operar é possível optar pelo maior ou menor risco e os resultados podem surpreender com certeza, principalmente em tempos de baixa inflação e consequentemente baixos rendimentos dos produtos menos arriscados.

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Foto: Depositphotos