LCIs e LCAs aparecem como boas alternativas aos CDBs e à poupança

07/10/2020
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A vida do investidor brasileiro não anda nada fácil, é pandemia, é guerra comercial, é política interna, cada hora aparece uma coisa para sacudir o mercado financeiro. E diante de tanta volatilidade, haja coração para aguentar o sobe e desce da Bolsa, mas e quem não está preparado? É justamente esse investidor que prefere seguir na Renda Fixa mesmo com retornos tão baixos e olha... ela respira por aparelhos, mas não tá morta, não.

Deve ser por causa dessa parcela de investidores com perfil conservador que a poupança bate recorde atrás de recorde de captação e nunca esteve com estoques tão altos. Só que o que muita gente não sabe é que a poupança rende tão pouco que não cobre nem a inflação e o dinheiro aplicado lá simplesmente perde o poder de compra com o passar do tempo. Qual a alternativa, então? O CDB sempre foi a alternativa mais utilizada à poupança, só que atualmente é preciso procurar bastante para encontrar um que supere a taxa do CDI e certamente ele vai ter o vencimento fixado no loooongo prazo, entre 3 e 5 anos.

Que tal então as LCIs e LCAs, você já ouviu falar?
São dois tipos de investimentos em Renda Fixa, LCI significa Letra de Crédito Imobiliário e LCA, Letra de Crédito do Agronegócio. Os títulos são emitidos pelos bancos e os recursos captados são utilizados para o financiamento das atividades do setor imobiliário e do agronegócio, respectivamente. A rentabilidade de ambos pode ser pós-fixada (acompanhando algum indicador), pré-fixada (pré-definida, o investidor já fica sabendo quanto vai obter de rendimento no momento da contratação) ou atrelada à inflação (IPCA+).

Alyson Vilas Boas, assessor da SHS Investimentos, explica que a maior vantagem de aplicar o dinheiro nessa modalidade é que ela é isenta de Imposto de Renda para pessoas físicas, somente pessoas jurídicas estão enquadradas na tributação. Desta forma, em uma comparação entre uma LCI ou LCA e um CDB que pague a mesma taxa - por exemplo, 100% do CDI - as Letras tornam-se mais vantajosas.

Sobre as desvantagens, a principal delas está relacionada à liquidez, já que a maioria dos títulos possui prazo de carência de 90 dias, em média. Somente após esse período é que é possível solicitar o resgate antecipado. Além disso, apesar de ser uma modalidade de investimento considerada bastante segura, também apresenta algum risco, o de crédito, diante da possibilidade da instituição financeira "quebrar". As LCIs e LCAs possuem cobertura do FGC, o Fundo Garantidor de Crédito, mas o seguro só é válido até o valor de R$ 250 mil por produto. O valor total da cobertura é de R$ 1 milhão por CPF, fique atento!

Outra dica interessante é analisar sempre os títulos que são emitidos pelos bancos de pequeno e médio portes. "Muitas vezes, as instituições menores têm classificação de risco maior, então para atraírem os investidores, elas acabam pagando mais, já que não têm tanta credibilidade no mercado, enquanto que as gigantescas, que são muito fortes, pagam menos porque todo mundo naturalmente vai nelas", explica Alyson.

E pra finalizar, importante: seja para investir em LCI ou em LCA, priorize sempre as corretoras! Diferente dos bancos, nas corretoras, as rentabilidades são maiores, assim como o rol de produtos.

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Foto: hannahlmyers / Pixabay