Fake news e o mercado financeiro: entenda como elas afetam as operações

17/09/2020

Todos os dias, a gente ouve falar em fake news. Que bom! Porque foi assim, com a popularização do termo, que as pessoas passaram a duvidar mais do que leem, ouvem, assistem e, principalmente, de tudo o que recebem pelas redes sociais.

Mas e o mercado financeiro, será que ele também pode ser afetado pelas fake news? Sim! E muito! O mercado financeiro praticamente caminha de acordo com as notícias e quando elas são falsas (ou pretensiosas), o resultado não é nada bom.

Um grande exemplo disso é o "Joesley Day", um dos casos mais bombásticos da história, que aconteceu em 2017. Na ocasião, um áudio gravado pelo dono da JBS - que fazia parte de uma delação premiada - registrava o então presidente Michel Temer dando carta branca para comprar o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha, que estava preso por corrupção na operação Lava Jato. Os investidores se desesperaram com a possibilidade de renúncia do presidente e o mercado afundou com os dois pés. O áudio era fake? Não. Só que Joesley sabia o que tinha nas mãos e manipulou o vazamento dele pra ganhar no mercado financeiro através da compra antecipada de dólares. Ele comprou US$ 3 bilhões e como a moeda disparou, teve um lucro na casa dos US$ 100 milhões, enquanto muitos investidores agressivos simplesmente quebraram.

Então, sim, fake news e notícias tendenciosas afetam muito o mercado e é preciso estar atento. "As fake news interferem no mercado por causa do efeito manada, notícias relacionadas ao governo, especulações sobre as grandes empresas, isso tudo balança os grandes investidores e até ser desmentido, pode contar que tem muita gente aproveitando pra ganhar dinheiro", explica Rogério Veloso, assessor e especialista em Renda Fixa da SHS Investimentos.

Outro exemplo mais recente são as notícias da equipe econômica, quantas vezes já foi sugerido que Paulo Guedes está pra cair? E como o mercado reage? Despencando! Então cuidado antes de realizar operações baseado em especulação ou vazamento de informação não-confirmada.

Como se proteger?
Mas será que é possível se proteger, quais são as notícias que mais impactam o mercado hoje? As notícias que estão no radar dos investidores atualmente são relacionadas ao governo e à guerra comercial entre EUA e China, elas impactam demais o mercado. A dica que Rogério dá é apostar em ativos co-relacionados à Bolsa porque mesmo que o mercado caia fortemente, eles não sofrerão tanto impacto. "Produtos que têm uma proteção interessante são os de Renda Fixa pré-fixados e alguns Fundos Internacionais, que não são afetados pela volatilidade do cenário interno", explica.

As ciladas da internet
Com a Selic em baixa, a entrada de pessoas físicas na Bolsa bate recorde atrás de recorde, só que tem muita gente se informando através da internet e até pelas redes sociais, sem checar as fontes. De fato, a internet facilitou muito o acesso às informações, mas é preciso tomar cuidado com a veracidade delas e com a idoneidade de quem transmite. Junto com os novos investidores, surgiram muitos 'especialistas', traders do dia para a noite. A dica é buscar informação sobre esses profissionais, aqui na SHS, por exemplo, todos têm certificação da Ancord, entidade que regulamenta e fiscaliza a profissão de agente autônomo de investimentos. Nossos profissionais são realmente especialistas em suas áreas e isso é muito fácil de ser comprovado, essa informação é pública, basta consultar o site da Ancord.

Outra dica para escapar das ciladas da internet é ter mais cuidado com os veículos também, procure informações em sites confiáveis porque se eles divulgarem notícia falsa, eles podem ser responsabilizados por isso. E não acredite em tudo o que você vê, muitas vezes, a ideia é entregar conteúdo de graça para engajar, para atrair, mas será que esse conteúdo é confiável? Se for rede social, entre no perfil, desconfie de quem promete rentabilidade, de quem promete dinheiro fácil. Aqui na SHS nós oferecemos conteúdo de qualidade como uma ferramenta de proteção, é através disso, de estudo e informação real que o investidor independente vai se dar bem. Ou não.

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Foto: memyselfaneye / Pixabay