Como superar a crise do coronavírus? É hora de se planejar!

26/03/2020

O fato dos consumidores estarem trancados dentro de casa em quarentena suspendeu a demanda por produtos e serviços e, praticamente, travou a economia. O comércio, as fábricas e as indústrias estão parados, os prestadores de serviço também (talvez os que mais sofrem o efeito imediato). As demissões começam a aparecer e a confiança dos consumidores sumiu. Como consumir nesta fase?

Está instaurado o ciclo vicioso do medo, das incertezas e preocupações. Só que ficar parado num momento com este em nada vai ajudar, ao contrário. É hora de arregaçar as mangas, empunhar uma calculadora e partir pra ação. Com planejamento e o envolvimento de toda a família vai ficar muito mais fácil atravessar essa fase. Partiu?

Número 1 - Faça cortes emergenciais de gastos
É difícil andar para trás – e ninguém gosta de abrir mão de algo que já se tornou padrão. No entanto, é fundamental entender que existem diversos gastos que podem ficar de lado neste momento e, certamente, isso vai fazer toda a diferença.

Viagens podem ser adiadas, assinaturas de revistas e aplicativos podem ser cancelados. Dá pra trocar plano de celular, TV a cabo, pacote de tarifa do banco (o de serviços essenciais é o ideal, a tarifa neste caso é ZERO), tudo para conseguir economizar o máximo possível. Além disso, quem está de quarentena já vai reduzir automaticamente as despesas com transporte, alimentação e lazer fora de casa. Quanto mais leve ficarem os gastos durante a crise, mais fácil vai ser a superação de todo esse período.

Número 2 - Saque os seus benefícios
O governo já anunciou uma série de medidas que trazem benefícios para a população, como o saque do FGTS pelos trabalhadores que tem saldo. Já o abono do PIS/Pasep também deve ser adiantado e quem tem direito, deve aproveitar para receber estes recursos o quanto antes.

Número 3 - Reveja as suas dívidas
Na esteira dos pacotes do governo, os maiores bancos estão anunciando medidas para apoiar os endividados. Este é, portanto, o momento ideal para renegociar dívidas – tanto para pessoas físicas, quanto jurídicas.

É possível pausar o pagamento de financiamentos imobiliários e de automóveis, por exemplo, e os maiores bancos do país poderão prorrogar as dívidas por até 60 dias. Além disso, o Serasa Experian anunciou que o Feirão Limpa Nome online vai permitir o parcelamento das dívidas em até 48 vezes – mas corre porque o programa fica disponível só até 31 de março.

Número 4 - Foco nos investimentos com mais liquidez
Todo o dinheiro que for economizado deve ser aplicado em investimentos de alta liquidez. Neste cenário de crise, até o Tesouro Direto enfrenta dificuldades e as negociações estão suspensas quase que diariamente. Por isso, o ideal é deixar o dinheiro aplicado em fundos DI taxa zero – a melhor opção para o curto prazo até que a situação se estabilize. Lembrando que quem tem essa reserva de emergência com certeza vai dormir melhor neste período de crise.

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Número 5 - Caso precise resgatar, tire dos investimentos com maior liquidez também
Em momentos como esse, fica ainda mais clara a importância de ter uma reserva de emergência. Ela existe para ser usada exatamente em tempos assim.

Então caso você precise resgatar dinheiro de alguma aplicação, priorize os saques dos investimentos que possuem maior liquidez e menor cobrança de Imposto de Renda. Quem precisar de recursos que estiverem aplicados na Previdência
Privada, por exemplo, pode acabar pagando uma alíquota altíssima.

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Foto: Depositphotos