Como montar uma carteira de investimentos para seus filhos

15/06/2020

À medida em que mais mulheres assumem a chefia das famílias e ficam cada vez mais responsáveis pelo planejamento orçamentário dos lares, as mães começam a se destacar em alguns mercados de investimentos. É o caso dos produtos de previdência privada, por exemplo. Um levantamento da Brasilprev - administradora da previdência privada do Banco do Brasil - mostrou que as mães representam 45% dos responsáveis financeiros que adquiriram planos para uma criança ou adolescente, percentual que representa mais de 270 mil planos, que têm valor médio de contribuição de R$ 232. As corretoras também observam um aumento nos "novos investidores", alguns chegaram a 60% no período de um ano mesmo com a pandemia.

O movimento é claro: os pais estão cada vez mais preocupados com o futuro dos filhos e já estão investindo para eles no longo prazo. Mas como estruturar essa carteira? É válido fazer aportes desde a infância ou é melhor esperar a adolescência? Para entender como é possível ajudar no planejamento financeiro dos filhos, o site CNN Brasil Business conversou com as especialistas em finanças pessoais Carol Sandler, Luciana Seabra e Brenda Alves. Entre as dicas dadas por elas, aparecem desde a clássica previdência - passando por ativos bem conhecidos da Renda Fixa, como o Tesouro Direto e os CDBs - até as possibilidades mais inusitadas, como cartões de ouro físico.

Previdência privada - Retorno consistente, benefícios fiscais e portabilidade fazem dos planos de previdência privada o “queridinho” das mães. Como os impostos são pagos sobre os rendimentos do investidor, a aplicação no nome dos filhos, no longo prazo, pode chegar a alcançar taxas zero, caso o resgate seja feito antes dos 18 anos, quando os filhos ainda não receberem salário.

Para Carol Sandler, um dos planos mais comuns, o VGBL, vale muito a pena justamente por conta da possibilidade de escolher a tabela regressiva. Nesse sistema, a taxa do Imposto de Renda fica em apenas 10% depois de 10 anos de investimento, por exemplo. Outra vantagem é a flexibilidade da aplicação, existe a possibilidade de ajustar a contribuição ao longo do tempo e, inclusive, de fazer uma portabilidade sem fazer o resgate, ou seja, trocar de aplicação no meio do caminho, para reduzir possíveis riscos ao longo do tempo.

Mas preste atenção: caso opte por um plano de previdência, não compre um desses produtos que se dizem específicos para criança porque não faz diferença alguma. Geralmente, eles são mais caros sem apresentar benefício que compense.

Fundos de ações - Tanto as ações como os fundos podem ser uma boa oportunidade para diversificar a carteira e garantir uma rentabilidade um pouquinho maior. Os investimentos mínimos são baixos hoje em dia e se tornaram a principal razão para um grande aumento da entrada de pessoas físicas neste mercado. A partir de R$ 1 mil já dá pra investir.

O mais importante, segundo as especialistas, é manter o foco em uma carteira diversificada — principalmente porque essa estratégia protege o investidor das idas e vindas do mercado. "A crise nos mostrou que é preciso tomar bastante cuidado ao estruturar uma carteira de longo prazo. Os mercados estão muito voláteis e a gente não sabe quando isso vai passar. O mais importante agora é tentar ser um pouco mais conservador, mais do que você normalmente seria", explica Carol Sandler.

Outro fator importante para o sucesso da carteira dos filhos é ter sempre em mente que o dinheiro investido para os filhos é realmente deles. "Conheço pais que em situação de emergência, vão lá e sacam. É importante escolher uma corretora na qual você consiga fazer essa segregação das contas e acompanhar cada uma com foco", diz Brenda Alves.

Para conhecer outra possibilidade indicada pelas especialistas, CLIQUE AQUI e acesse a matéria completa no site da CNN Brasil.

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Foto: Nattanan Kanchanaprat/Pixabay