Como melhorar a rentabilidade da Renda Fixa com a Selic tão baixa?

21/03/2019

A maioria dos investidores no Brasil está na Renda Fixa. Só que a Selic está baixa demais, então como melhorar a rentabilidade deste tipo de aplicação?

A taxa Selic está no menor valor desde 1986 e, como a gente sabe, ela também influencia nos investimentos, especialmente os de Renda Fixa porque a maioria deles possui o rendimento atrelado ao índice. Traduzindo: taxa baixa, rendimento baixo, simples assim, mas com algumas dicas é possível melhorar essa rentabilidade, tome nota!

O primeiro passo é estender o período das aplicações, títulos com vencimentos maiores possuem retornos proporcionalmente melhores. Além disso, ao alongar os investimentos, o investidor ainda tem a vantagem de pagar menos Imposto de Renda já que a alíquota cai conforme o tempo. Por exemplo, para quem saca a aplicação em até 6 meses, o imposto é de 22,5% sobre a rentabilidade; entre 6 meses e 1 ano, recua para 20%; entre 1 e 2 anos, para 17,5% e, finalmente, acima de 2 anos, fica em 15%.

Claro que a opção de alongar a carteira tem de casar com os objetivos financeiros do cliente, de nada adianta ter títulos de vencimento longo se o objetivo é usar o dinheiro daqui a um ano.

Outra dica para melhorar a rentabilidade da carteira de Renda Fixa é apostar em títulos privados cobertos pelo FGC, principalmente dos bancos médios. Desta forma é possível aumentar a rentabilidade sem um risco muito maior, já que o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) garante que se o banco quebrar, o investidor recebe o que aplicou mais a rentabilidade, no valor total de até R$ 250 mil.

Parte da carteira também pode ser alocada em títulos privados sem cobertura do FGC, como as debêntures. As debêntures são os papéis vendidos por empresas como Cemig, BNDESPar, Vale, etc e oferecem duas vantagens: rentabilidade maior - há debêntures pagando 9% mais IPCA - e, em alguns casos como nas debêntures de infraestrutura, não há Imposto de Renda. Lembrando que, em contrapartida, o risco é maior porque não há cobertura do FGC.

Importante reforçar que tanto os bancos médios quanto as empresas, em geral, não têm liquidez, o que significa que será preciso aguardar até o vencimento para ter o dinheiro de volta.

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Foto: Depositphotos