Como migrar da renda fixa para a renda variável sem sustos

04/02/2020

A Selic atinge a mínima histórica e a medida que ela cai, o rendimento da renda fixa também cai porque o investidor é remunerado de acordo com essa taxa.

Sabendo disso, não é a toa que muita gente já migrou para aplicações de maior risco, o objetivo é atingir uma rentabilidade mais atraente, outros investidores, no entanto, hesitam em deixar o conforto e a segurança da renda fixa à espera de uma reviravolta na trajetória dos juros, mas as perspectivas não são nada animadoras. Óbvio que juros baixos fazem bem à economia do país, mas para os investimentos, nem tanto.

A perspectiva de ganho real com a renda fixa, ainda que esteja acima da inflação numa margem beeem apertada, hoje não é suficiente pra manter apego e fidelidade. A tendência de migrar os recursos para a renda variável é natural, mas qual a melhor forma de fazer essa transição?

Alguns pontos devem ser avaliados e a cautela deve ser redobrada nesta fase. Aplicações que oferecem mais risco em troca de maior rentabilidade não combinam com investidores de perfil conservador, por exemplo, que se satisfazem apenas com a preservação do capital. E esta é uma condição que a renda fixa, mesmo com juros simbólicos, oferece, ok?

Uma boa dica para quem deseja começar é separar os recursos que compõem um colchão de reserva - uso num possível curto prazo - dos recursos que podem seguir para a carteira de maior risco, a renda variável. Essa separação é importante porque na renda fixa, o investidor já tem uma ideia de quanto seu dinheiro vai render e quanto sua reserva financeira vai alcançar, já na renda variável, sobretudo na Bolsa de Valores, lembre que há o risco de precisar vender em momentos desfavoráveis, quando os papéis estiverem desvalorizados, se o investidor precisar muito do dinheiro. A ideia é não precisar, daí a importância de ter uma outra reserva para qualquer imprevisto. Na prática: colchão de reserva formado e aplicação na renda variável sempre para longo prazo!

Outra dica é migrar gradualmente da renda fixa para a renda variável. Alguns especialistas sugerem um período de transição com paradas, por exemplo, em fundos imobiliários antes de seguir para o multimercado.

Pela diversidade de mercados onde os recursos são investidos, os fundos multimercado se caracterizam pela volatilidade e são vistos pelos especialistas como porta de entrada, o investidor faz uma pausa ali antes de seguir para a Bolsa de Valores. As pausas são importantes, quem caminha devagar vai mais longe, certo? Elas servem também pra testar o coração, ele precisa estar forte pra aguentar as oscilações. Lembre-se disso antes de se jogar de cabeça na renda variável e vai doer bem menos do que você imagina!

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Foto: Depositphotos