Bolsa para iniciantes: confira 3 recomendações pra quem está chegando agora

27/01/2021
imagem de um gráfico da bolsa de valores focando em números mais à esquerda e desfocando à direita

Em 2020, a Bolsa explodiu, apesar de tanta volatilidade no mercado financeiro, o cenário de juros baixos com retornos cada vez menores nas aplicações conservadoras, motivaram bastante o investidor brasileiro a buscar por ativos mais arrojados.

Segundo dados da B3, o número de contas de Pessoas Físicas cadastradas na Bolsa brasileira cresceu 92% ao longo do ano, chegando a 3,2 milhões de registros e consolidando o quinto ano consecutivo de entrada de recursos na Bolsa.

Só em março, no início das medidas de isolamento social, quando o Ibovespa afundou quase 30% e acionou o circuit breaker seis vezes, 300 mil novos investidores entraram na Bolsa. Isso chama bastante a atenção porque demonstra que o brasileiro está mais atento, engatinhando ainda, mas aprendendo a investir.

E com a entrada de tantos novatos, fica a pergunta: qual o caminho a seguir? Pode começar se jogando com força ou é melhor ir aos poucos? Confira a seguir três recomendações de investimentos para iniciantes na Bolsa.

Carteira de dividendos: ações ou Fundos Imobiliários
A primeira opção seria montar uma carteira de dividendos, uma carteira focada na distribuição de lucros das empresas, que pode acontecer trimestral, semestral ou anual.

A ideia é se beneficiar da estabilidade da carteira porque como ela conta com, pelo menos, cinco ativos, isso diminuiu a volatilidade. André Souza, head de Renda Variável da SHS Investimentos, explica que essa carteira geralmente concentra mais ações do setor de energia, que têm como característica proteção no mercado. Em momentos de pânico, por exemplo, as ações desse setor costumam variar menos, assim como também acontece na alta, elas são mais estáveis. Além disso, esse setor paga excelentes dividendos, até 9% ao ano, comparando com a taxa de juros que está em 2% ao ano, já dá pra concluir que é um ótimo negócio.

Os Fundos Imobiliários - que são negociados na Bolsa - também estão recomendados pra quem tá chegando agora pela diversificação, já que concentram de 9 a 10 ativos, e pelos dividendos. Esse produto chega a pagar até 12% ao ano e é isento de IR.

As carteiras de dividendos requerem pouca manutenção, o investidor que segue uma carteira recomendada vai ter manutenção de compra ou venda só uma vez por mês e, portanto, vai pagar a corretagem só nessa ocasião. O acompanhamento acaba ficando mais facilitado também, isso significa menos trabalho e menos dor de cabeça para quem está começando e não tem tanta experiência ainda, ressalta André.

Um ponto a ser observado, porém, é que nas carteiras de dividendos, o investidor deixa de aproveitar os movimentos de curto prazo porque ele vai seguir a estratégia da carteira, ele fica posicionado e se um papel sobe de 10 a 20% de um dia para o outro, a carteira de dividendos vai perder essa movimentação.

Carteira de ações recomendadas
Muito mais fácil do que entrar em trade, que é uma operação mais profunda, é adquirir uma carteira de ações recomendadas para performance. Uma boa opção neste sentido são as Blue Chips, as ações com maior peso no índice Bovespa em volume de negociação no mercado. Essa carteira costuma ser composta por 10 ativos e conta com bastante diversificação em vários setores. "São muitas as vantagens no médio e longo prazos e a manutenção dessa carteira também é mensal", explica André.

Lembrando que uma coisa muito importante pra quem está entrando no mercado é procurar um research, uma casa de análise e estudos que vai apontar várias recomendações e dentro delas, a ideia é procurar uma carteira completa de ações.

ETFs
Outra excelente opção para os iniciantes são as ETFs, sigla em inglês para exchange traded funds ou fundos negociados em Bolsa.

Para quem está começando e tem dificuldade em seguir recomendação ou não tem um assessor, esta é uma forma de acompanhar os índices da Bolsa através de um fundo. Funciona assim: o principal índice do nosso mercado é o índice Bovespa, então quem compra uma ETF do índice Bovespa, consegue acompanhar em um único fundo toda a performance dele. Então se o mercado sobe ou desce, a ETF, esse fundo, vai acompanhar exatamente essa movimentação.

A ideia aqui é aliviar o peso de ficar acompanhando várias ações, a ETF acompanha exatamente a performance do índice Bovespa ou de qualquer índice do mercado, como o IBrX 100, o índice das Small Caps (Smal11), etc. "A ETF é muito barata, custa em média R$ 100, é extremamente simples de operar e pode ser comprada aos poucos, ou seja, uma excelente estratégia", finaliza André.

Tá chegando agora e tem consciência que é iniciante ainda? Ótimo! Antes de entrar em estratégias mais sofisticadas como o swing trade, o day trade ou até derivativos, procure saber mais e aposte nessas opções. Depois volta e conta pra gente o que você achou, combinado?

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Foto: samxmeg / Getty Images

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